Peguei minha mochila e parti.
Percorri trilhas sem respostas,
Assassinei sonhos vindouros,
Que estavam além das portas.
Alimentei rios de pecado,
Para que eu pudesse mergulhar,
Não lutei contra a correnteza,
Todos queriam me afogar...
Se as noites fossem claras,
Os dias não fariam sentido,
Só o que há são mentiras,
Sussurradas em cada ouvido.
Em minha viagem pude aprender,
Que nem tudo está aí,
Pra ser explorado e descoberto.
Mas já era tarde, caí...
Quantas vezes disse não,
Mas fiz tudo ao contrário.
Assim como o relógio do amor,
Que gira em sentido anti-horário.
Daqui eu vejo rosas sem espinhos,
Formigas sem formigueiro,
Crianças que não crescem,
As águas com cheiro.
Se esse é o gosto da liberdade,
É onde sempre quero estar,
Colher meus sonhos transgênicos,
E enfim poder descansar...
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Um comentário:
Batendo ponto toda sexta.
(ko)
Adorei o "Se as noites fossem claras, os dias não fariam sentido".
Já começou a escrever o livro?
u.u
Beijo.
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