sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Obrigado

Obrigado por ser minha luz e minha sina,
Por ser meu amparo e minha calmaria.
Você foi meu tudo e meu nada,
E agora se desfez como o sal que adoça.

Obrigado por me derrubar e me levantar,
Mas dessa queda eu não escaparei.
E cada lágrima que agora cai,
É como sete anos de seca no meu jardim...

Obrigado por ser minha jornada insólita,
Meu poço estrelado agora se desmorona.
Como um projeto mal planejado,
Meu destino agora é apenas o breu.

Obrigado por me deixar enfermo,
Dessa peste não vou levar nada,
Apenas a febre eterna vai me consumir,
Até que tudo fique tão frio...

Obrigado por ser a semente que nunca cultivei,
O manjar que nunca provei de verdade.
Minha constelação sincronizada,
Sem você irradiando sua luz, nada se mantém.

Obrigado por me dar as asas que me perdi,
Por me dar o fôlego de um mergulho intenso.
Nada que um dia eu pude acreditar,
Se fez tão forte quanto sua presença tão obstante.

Foi minha lua e meu pára-raio,
Só o que resta agora é um mar de lampejos.
Indo além do que eu posso suportar,
Ele me leva até que tudo se desintegre...

Num abismo sem fim...

Obrigado.

2 comentários:

Thamires. disse...

FIRST!

Igor Veloso disse...

Adorei seu blog charles muiito maneiro vo vir aqui visitar mas vezes :D